As múltiplas questões suscitadas por Otelo, de William Shakespeare, são o mote deste seminário, orientado pela investigadora Maria Sequeira Mendes, professora de Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. No início da peça, o Mouro de Veneza descreve proezas dignas de Ulisses, mas, à medida que a ação avança, transforma-se em alguém que fica fora de si. “O quê? Está tudo doido”, pergunta Brabâncio a Rodrigo e a Iago, numa frase profética do destino de Otelo. Nestas sessões vamos discutir o perigo provocado por pessoas talentosas na arte da insinuação e o que leva cada um de nós a ficar fora de si. Teria Otelo reagido a Iago se não fosse Mouro? Que sucede quando nos tentamos integrar numa sociedade à qual não pertencemos inteiramente? Falaremos ainda sobre maus casamentos – como o de Iago e Emília –, sobre a valentia de Desdémona, a ingenuidade de Rodrigo e os preconceitos de Brabâncio. Por fim, conversaremos sobre o modo como Desdémona perdoa Otelo e sobre se este deve, ou não, ser perdoado por nós.
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