Nem louvor nem simplificação: em Saber de Mim Sabendo das Coisas homenageamos Maria Velho da Costa lendo, editando e conversando-lhe a obra. Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, conferencistas nacionais e estrangeiros discutem as múltiplas linguagens de uma escritora para quem a literatura é a mais labiríntica das casas do mundo. No TNSJ, reunimos à mesma mesa alguns criadores que construíram obra a partir da obra dela, seja no cinema, como a realizadora Margarida Gil, seja no teatro, como Luísa Costa Gomes e Nuno Carinhas, que em 2012 desviaram o romance Casas Pardas para o palco do TNSJ. Ou Ricardo Pais, que aqui encenou Madame em 2000, peça que reeditamos em livro, agora na coleção TNSJ/Húmus. Escrita para Eunice Muñoz e Eva Wilma, duas atrizes maiores do teatro português e brasileiro, Madame imagina o encontro de Maria Eduarda e Capitu, personagens arrancadas a romances de Eça de Queirós (Os Maias) e Machado de Assis (Dom Casmurro). Um duelo irascível entre duas línguas que para se entenderem têm de traduzir-se… “O que é que é isso de carago?”
