Excerto de “O corpo em constante aprendizagem e esquecimento”, entrevista concedida a
Cláudia Galhós. In
RH x 4: Rui Horta no Porto: [Programa]. Porto: Teatro Nacional São...
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Sinto-me um produto disso, da curiosidade, de englobar diversas formas e um certo hibridismo. Julgo que, no meu discurso, as pessoas percebem que é um trabalho do Rui Horta. Mas há uma espécie de objecto artístico global que integra uma diversidade: a percepção visual da forma, a iluminação da forma, um trabalho sobre a energia, que tem a ver com o movimento, com a teatralidade, que às vezes utiliza a palavra, que não se sabe muito bem o que é, de onde vem e para onde vai. […] Lá está, é um túnel, e nesse túnel entra muita coisa. Hoje em dia acho que entram muitas coisas nos túneis que se fazem, quando as equipas vêm de vários sítios e colaboram para fazer um objecto.
Rui Horta
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Se quiséssemos impressionar, diríamos que os Micro Audio Waves receberam prémios internacionais concorrendo ao lado de nomes com grande projecção mediática, ou que foram o único grupo português alguma vez apadrinhado por John Peel, ou ainda que Tony Visconti, produtor de David Bowie, ficou muito impressionado quando os viu tocar ao vivo em Lisboa e mostrou interesse em trabalhar com eles. Tudo isso é verdade e fica bem nas biografias, mas os Micro Audio Waves respondem por si próprios antes de puxarem dos galões para se fazerem valer. São uma das bandas portuguesas mais importantes do momento e comungam de uma tendência global que não gosta de limitar a sua criatividade com rótulos, antes opta por investigar a possibilidade de os baralhar.
Isilda Sanches
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