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O Avarento O Avarento
Teatro Carlos Alberto 27 Nov-20 Dez 2009
terça-feira a domingo 21:30
“O pulmão! O pulmão!” de Toinette em O Doente Imaginário ecoa no “Dinheiro! Dinheiro!” de Harpagão em O Avarento do mesmo Molière, esse “grande especialista da neurose e da repetição”. O Avarento (1668) é possivelmente a sua comédia mais dura, aquela onde Jean-Baptiste Poquelin melhor soube traduzir as patologias do humano num predatório jogo burlesco de onde ninguém sai ileso, porque aqui não há inocentes para resgatar. Na senda da revisitação cénica de clássicos da literatura dramática universal, o Ensemble recupera em boa hora este texto, numa altura em que o lamento “Deixo um legado de vergonha” do financeiro Bernard Madoff poderia ser partilhado por um Harpagão (nome cuja etimologia, não por acaso, remete para rapacidade) subitamente acometido pelo remorso. Mas a “actualidade” de Molière transcende em muito qualquer “actualidade” informativa. Com ele e com a sua galeria de personagens obsessivas, agarradas à loucura de dominar, angustiamo-nos e rimo-nos das permanências, das teimosias da História.

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de

Molière

tradução

Alexandra Moreira da Silva

encenação

Rogério de Carvalho

cenografia

Pedro Tudela

figurinos

Bernardo Monteiro

música

Ricardo Pinto

desenho de luz

Jorge Ribeiro

assistência de encenação

Emília Silvestre

interpretação

Jorge Pinto, Emília Silvestre, Clara Nogueira, Isabel Queirós, Pedro Galiza, Vânia Mendes, Miguel Eloy, António Parra, Júlio Maciel, Tiago Araújo, Ivo Luz Silva

produção

Ensemble – Sociedade de Actores

classificação etária

Maiores de 12 anos

Material de Apoio

Documentos

Doumento PDF

Programa O Avarento.pdf

teca_OAvarent_mupi_net

Divulgação

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