Número verde: 800 108 675

Une Flûte Enchantée
Une Flûte Enchantée Une Flûte Enchantée
Centro 
Cultural 
Vila Flor
quinta-feira 22:00

Poderíamos começar por dizer que Peter Brook adaptou “livremente” a ópera A Flauta Mágica de Mozart, mas isso seria uma redundância para quem, como ele, construiu uma obra desassombradamente livre, indiferente a modas e escolas. Brook é um gigante porque ousou sempre trilhar o seu próprio caminho. No dicionário brookiano, “adaptar” pode ser um sinónimo de “reduzir”, e em Une Flûte Enchantée “reduzir” significa antes de tudo o mais recusar pesados e serôdios conceitos de ópera. Com Franck Krawczyk (músico que adaptou para piano a partitura de Mozart) e Marie-Hélène Estienne (colaboradora de longa data do encenador britânico, com quem condensou o libreto original de Emanuel Schikaneder), Peter Brook disse não à habitual panóplia de instrumentos e efeitos cénicos para nos restituir uma Flauta leve e efervescente, permitindo assim um acesso desimpedido à magia e à ternura da obra. Em Une Flûte Enchantée, confessam-nos, correram para Mozart de “braços abertos, com aquela impudência que esconde, na verdade, um amor e um respeito profundos pelo mundo que ele nos abre”. Preparemo-nos então para viajar aos ombros deste gigante de 86 anos, que conduz com um sorriso malicioso este divertimento mozartiano. Ignorá-lo seria como privarmo-nos de um irrecusável prazer sem culpa.

a partir de Wolfgang Amadeus Mozart

livremente adaptada por Peter Brook, Franck Krawczyk, Marie-Hélène Estienne

desenho de luz Philippe Vialatte

piano Franck Krawczyk

com Leïla Benhamza (Rainha da Noite), Patrick Bolleire (Sarastro), Jean-Christophe Born (Monostatos), Antonio Figueroa (Tamino), Virgile Frannais (Papageno), Betsabée Haas (Papagena), Agnieszka Slawinska (Pamina)

actores William Nadylam, Abdou Ouologuem

co-produção C.I.C.T./Théâtre des Bouffes du Nord (Paris), Festival d’Automne à Paris, Attiki Cultural Society (Atenas), Musikfest Bremen, Théâtre de Caen, MC2 (Grenoble), Barbican (Londres), Les Théâtres de la Ville de Luxembourg, Piccolo Teatro di Milano – Teatro d’Europa, Lincoln Center Festival (Nova Iorque)

estreia [9Nov2010] Théâtre des Bouffes du Nord (Paris)

duração aproximada [1:35]

classificação etária M/6 anos

Material de Apoio

Documentos

Doumento PDF

Programa Odisseia Teatro do Mundo.pdf

Divulgação

Sugestão

Sugira a um Amigo

O seu Nome

O seu Email

Emails dos Destinatários

Comentário

Imprimir Espectáculo

Icon de Página de Impressão

ODISSEIA

O que liga uma trupe de actores e cantores de todas as proveniências à música de Mozart? O que vê no mito de Medeia uma comunidade deslocada, sitiada, radicalmente deslocalizada para lugar nenhum? Que estranhas ligações há entre a memória do genocídio, a culpa e a vitimização, que estranhas circunvoluções levam à inversão de papéis, se é que levam, se é que esses papéis são verdadeiros e não simples espelhos? Voltaremos a ser felizes apesar dos Balcãs? Podemos escapar à nossa história, ou podemos apenas esperar sobreviver-lhe? Quantas telas se podem pintar com o corpo e a música? Quantos corpos se podem escrever com uma gramática de movimentos?

Ao longo de quase três semanas, oito companhias em residência desdobram os seus projectos, respondem a estas e outras perguntas, penetram um pouco mais fundo na vida dos públicos e dos fazedores de Teatro da região. Vêm dar-nos a ouvir uma história que também é nossa, a história dos nossos universais, noutras línguas tão próximas ou distantes como o francês, o alemão, o sérvio, o hebraico, o árabe… Vêm e algo deles fica. Não é um festival. É uma Odisseia. É o Teatro do Mundo em Vila Real, em Guimarães, em Braga e no Porto, afinal uma parte não negligenciável da esfera terrestre.

Programa completo Projecto ODISSEIA