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Leituras no Mosteiro
Leituras no Mosteiro Leituras no Mosteiro
Mosteiro São Bento da Vitória 17 Abr-19 Jun 2018
Centro de Documentação
ter 21:00

“Cherchez la femme”, parece querer dizer-nos a programação do TNSJ. Há, claro, a Lulu de Wedekind, mas também a Ivone de Gombrowicz ou, até, uma operática Donna di Genio Volubile. De abril a junho, as Leituras no Mosteiro também “procuram” as mulheres, todas elas nascidas na era cristã mas herdeiras diretas da “grega inquietação”. De Séneca, autor latino do século I, chega-nos Medeia, baseada na tragédia sobre uma mulher “inquieta, desvairada, de mente insana”, cujo ódio pelo marido que a abandonou a conduz ao sacrifício dos próprios filhos. De laços filiais nos fala também Andrómaca (1667), onde mora uma das mais espantosas personagens de Racine, uma mãe prisioneira – cativa mas senhora de si – que tenta salvar o filho da iminente condenação à morte. Deixámos Antígona para o fim, essa “filha de Deus antes de Deus ser conhecido”. São inúmeras as tentativas de recriar a Antígona de Sófocles e de encontrar nela as respostas às questões radicais da existência e da história. Jean Anouilh estreou a sua versão em 1944, no limiar da libertação do pesadelo nazi. Há nela uma personagem, “O Prólogo”, que diz assim: “Antígona é aquela rapariga magra que está sentada, ao fundo, e que não diz nada. Olha em frente. Pensa. Pensa que dentro de momentos vai ser Antígona…”

coordenação

Nuno M Cardoso, Paula Braga

organização

TNSJ 

 

Mulheres, trágicas 

17 abr | Medeia, de Séneca

15 mai | Andrómaca, de Jean Racine

19 jun | Antígona, de Jean Anouilh

Divulgação

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