Número verde: 800 108 675

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Teatro Carlos Alberto
sex 21:00
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É o que não sabemos, mas queremos afirmar como possibilidade futura. Outras formas de habitar o mundo, onde as diferenças brilhem.

O novo projeto da companhia brasileira de teatro promove uma investigação sobre o que gera a recusa das diferenças nas nossas sociedades, e principalmente sobre as possibilidades de coexistência e campos de interação entre as diferenças. Olha para o racismo na vivência brasileira e em perspectiva para o mundo e, a partir daí, reage artisticamente através de múltiplas visões e sentidos.

A experiência busca expandir através da arte as percepções sobre o outro e sobre os espaços de convivência e de formação de sensibilidades.

Em julho de 2017, em Salvador, na Bahia, a filósofa e escritora ativista norte-americana Angela Davis afirmou numa conferência: “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela, porque tudo é desestabilizado a partir da base da pirâmide social onde se encontram as mulheres negras, muda-se a base do capitalismo”.

Somos iluminados por esta e outras tantas falas e pensamentos, que vão desde os abolicionistas brasileiros do século XIX a pensadores contemporâneos como o sul-africano Achille Mbembe, dos escritos de Frantz Fanon à literatura de Ana Maria Gonçalves, da voz sensível da poeta e professora Leda Maria Martins às muitas conversas entre nós, artistas e colaboradores desta peça, e entre nós e as pessoas do público, pois realizamos conversas públicas nas diversas etapas de criação deste projeto, em várias cidades do Brasil e também fora do país.

A peça articula-se, então, a partir da fala pública de uma mulher negra, uma espécie de conferência que se desdobra em imagens, mediações da palavra, ressignificações dos corpos, ativação da escuta e reverberação de sentidos numa sequência de tentativas de diálogo.

Em primeiro lugar, o diálogo com os temas. Como falar – reagir artisticamente – às dimensões do racismo e das percepções históricas que nos definem como imagem social, voz, corpo atuante em meio a outros corpos? Em segundo lugar, o concreto desafio de criar diálogos entre nós, artistas desta peça, pois nada nos pareceu evidente, desde o início. Sempre nos orientou a questão: para quem queremos falar neste momento? Que vozes queremos ouvir? Que imagens queremos descrever? Como me vejo? Como me veem? Que espaços queremos ocupar? Quem fala? Quem escuta?

Marcio Abreu

direção

Marcio Abreu

dramaturgia

Marcio Abreu, Grace Passô, Nadja Naira

iluminação e assistência de direção

Nadja Naira

banda sonora e efeitos sonoros

Felipe Storino

cenografia

Marcelo Alvarenga

direção de produção

José Maria | NIA Teatro

direção de movimento

Marcia Rubin

figurinos

Ticiana Passos

vídeos

Batman Zavaresse, Bruna Lessa

orientação de texto e consultoria vocal

Babaya

consultoria vocal e musical

Ernani Maletta

colaboração artística

Aline Villa Real, Leda Maria Martins

interpretação

Cássia Damasceno, Felipe Soares, Grace Passô, Nadja Naira, Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan/Rafael Bacelar

músico

Felipe Storino

produção e realização

companhia brasileira de teatro

coprodução

HELLERAU – European Center for the Arts Dresden, Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main, Théâtre de Choisy-le-Roi – Scène Conventionnée pour la Diversité Linguistique, Sesc São Paulo

estreia

Nov2017 Sesc Campo Limpo (São Paulo, Brasil)

dur. aprox. 1:20

M/14 anos

Bilhetes

€ 10,00

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