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O Poeta
O Poeta Acorrentado à Mesa O Poeta Acorrentado à Mesa
Teatro Carlos Alberto 26-30 Jun 2019
qua-sex 21:00 sáb 19:00 dom 16:00
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Esta peça de teatro, inspirada na vida e obra de Louis-Ferdinand Céline, é a segunda criação de um conjunto de retratos que dedico à memória do espírito livre e libertário de três das mais fascinantes figuras da história da literatura mundial.

O exercício de executar um retrato, como nos revela a tradição na fotografia e na pintura, é não somente uma representação de um sujeito sob o jugo de um determinado enquadramento e ponto de vista, mas também e essencialmente um espaço para o retratista se criar e inventar, um território para exercer a sua liberdade. Nesse sentido, estas peças de teatro, que combinam a herança do passado com a experimentação contemporânea, são simultaneamente o meu olhar particular sobre os rastos e restos destes artistas, e um território de diálogo desses materiais com a minha própria vida e trabalho.

Quando iluminamos e dissecamos textos que são dispositivos não somente para contar uma boa história mas essencialmente para revelar uma visão do mundo e uma filosofia de vida, somos inevitavelmente conduzidos ao poder transformador e revolucionário das grandes obras literárias, e à forma subtil e mágica como a energia que transportam e as tempestades que provocam vão passando através do tempo, deixando a ferro e fogo a sua marca tatuada de geração em geração. Algures nos meandros da sua obra-prima, Céline adverte-nos: as palavras têm aparentemente um ar inofensivo, não desconfiamos delas, não parecem perigosas, contudo, todo o cuidado é pouco, elas podem fazer tremer a vida inteira e lançar-nos numa tempestade demasiado forte para nós.

A primeira peça deste ciclo de retratos foi Hotel Louisiana Quarto 58 (2016), dedicada ao egípcio Albert Cossery. Um homem que viveu como as personagens dos seus livros, acreditando que a verdadeira riqueza é o ócio, o culto do prazer e do tempo para a contemplação da beleza e turbulência do mundo, e que o desprendimento de tudo o que nos ensinam, todos os dogmas e valores, é a condição necessária para cada um fazer a sua própria revolução.

No seguimento, e finalizando este corpo de trabalho, virá um terceiro e último retrato, Os Cavalos Selvagens do Velho Ford Mustang, dedicado a Paul Bowles, que deixou como legado uma fascinante e inquietante obra literária e uma história de vida livre e experimentalista, nas suas errâncias e cumplicidades artísticas.

João Samões

texto

João Samões a partir da vida e obra de Louis-Ferdinand Céline

criação, dramaturgia, cenografia, encenação

João Samões

direção técnica e desenho de luz

Celestino Verdades

direção de produção

João Samões, Mónia Mota

interpretação

Cláudio da Silva

coprodução

Debataberto – Associação Cultural e Artística, TNSJ

apoio

Teatro-Estúdio António Assunção

dur. aprox. 1:30

M/12 anos

 

Carta-Branca: Oficinas e Babysitting

29 jun sáb 19:00

M/4 anos

inscrição € 2,50

Bilhetes

€ 10,00

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