Número verde: 800 108 675

Rei Lear - ID951
Rei Lear Rei Lear
Teatro
Municipal
Joaquim
Benite
(Almada)

Rei Lear é uma peça sobre a desintegração de um mundo em que a cegueira é visão e a loucura é sabedoria. É uma peça que nos diz coisas explosivas sobre o amor, o poder e a justiça, individual e social. Lear começa por pensar que o poder é ilimitado e divide-o pelas suas três filhas. Mas acaba por descobrir que a única coisa verdadeiramente ilimitada é o sofrimento, que cala fundo em quase todos nós, pois os tormentos do conflito entre pais e filhos são inevitavelmente universais. Diz-se, com razão, que em Rei Lear há destroços humanos que encontram de novo a sua humanidade. Mas este resgate não significa redenção, significa apenas que eles se recusam a aceitar o sofrimento, a tortura e a morte. Quando entra Lear com Cordélia morta nos braços, alguém notou que até Shakespeare parece ficar mudo perante esta morte, e vão ser os balbucios de um velho louco a fazer o elogio da filha “amada e esquecida”. O ator Jorge Pinto é Lear, depois de ter sido Cláudio num Hamlet encenado por Ricardo Pais em 2002. No ano do quarto centenário da morte de Shakespeare, o Ensemble regressa a um autor que nos escreve de um tempo “em que loucos guiam cegos”, agora na companhia do encenador Rogério de Carvalho, outro mestre sábio e intranquilo.

 

de

William Shakespeare

tradução

Fernando Villas-Boas

encenação

Rogério de Carvalho

cenografia

Pedro Tudela

música

Ricardo Pinto

figurinos

Bernardo Monteiro

desenho de luz

Jorge Ribeiro

assistência de encenação

Emília Silvestre

interpretação

Jorge Pinto, Ivo Alexandre, João Castro, Elmano Sancho, Miguel Eloy, Isabel Queirós, Pedro Galiza, Vânia Mendes, Simão Do Vale, Raquel Pereira, António Parra, Diogo Freitas, Daniel Silva

coprodução

Ensemble – Sociedade de Actores, Teatro Municipal de Bragança, TNSJ

dur. aprox.

2:30 com intervalo

M/12 anos