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Centro Educativo

  • Jan.

  • Teatro Carlos Alberto

    OFICINAS

  • Teatro Carlos Alberto

    OFICINAS

  • Teatro Carlos Alberto

    A estratégia transdisciplinar do Clube de Teatro

    FORMAÇÃO

  • Fev.

  • Teatro Carlos Alberto

    A expressão dramática e as práticas artísticas em leituras dramatizadas de textos do plano curricular

    FORMAÇÃO

  • Teatro Carlos Alberto

    a partir de Camilo Castelo Branco
    encenação Maria João Vicente


    Teatro do Bolhão

    TEATRO

  • Teatro Carlos Alberto

    OFICINAS

  • Mar.

  • Teatro Carlos Alberto

    Visita guiada à cabeça de Alexandre O’Neill

    criação e interpretação Malu Vilas Boas

    SIGA 25,  LU.CA – Teatro Luís de Camões

    TEATRO

  • ( estreia )

    Teatro São João

    a partir da obra de Manuel António Pina
    direção Victor Hugo Pontes
    música A Garota Não

    TEATRO

  • Teatro Carlos Alberto

    conceção geral Cláudia Jardim, Diogo Bento, Pedro Penim 


    Teatro Maria Matos, Teatro Praga

    TEATRO

  • Teatro Carlos Alberto

    Práticas artísticas como ferramentas pedagógicas

    FORMAÇÃO

  • Abr.

  • Teatro Carlos Alberto

    OFICINAS

  • Mai.

  • Teatro São João

    coordenação artística Manuel Tur

  • Teatro Carlos Alberto

    livremente inspirado em O Pequeno Polegar

    de Charles Perrault
    encenação Chiara Guidi

     

    TEATRO INFANTIL

  • Teatro Carlos Alberto

    com Chiara Guidi, Lucia Amara, Hugo Miguel Santos

    LANÇAMENTO DE LIVRO

  • Teatro Carlos Alberto

    com Chiara Guidi, Roberta Ioli, Madalena Victorino

    SEMINÁRIO

  • Teatro São João

    direção Daniela Cruz e Nuno Preto


    Colectivo Espaço Invisível

    TEATRO

  • Jun.

  • ( estreia )

    Teatro São João

    de Nelson Rodrigues
    encenação Miguel Loureiro

    TEATRO

  • Teatro Carlos Alberto

    OFICINAS

  • Um serviço educativo para todos


    A casa das palavras


    Somos uma casa de criação, uma casa das palavras. Valorizamos um teatro da palavra, essa é a casa para onde voltamos sempre. É daí que vemos o mundo.

    Gosto das inúmeras possibilidades que proporciona, tanto em projetos com as comunidades, a escolar e as restantes, como no simples ato de sermos espectadores. Há espetáculos que ligamos às nossas vivências, outros que nos divertem, outros ainda que nos fazem pensar. Recordo muitas vezes a história de um jovem que saiu muito emocionado do espetáculo Antígona e que, em sala de aula, disse ter-se sentido como a própria personagem, ao pensar num episódio marcante da sua vida.
    Cruzo a comunidade em geral com a comunidade escolar porque creio que ambas fazem parte do mesmo propósito. Reitero a importância da ligação do ver teatro ao fazer teatro enquanto processos indissociáveis, em especial quando falamos na formação de jovens. Insisto que a Escola deve privilegiar a oferta de práticas artísticas e integrá-la nos programas curriculares de forma desassombrada. E levar para a sala de aula ou para os Clubes de Teatro trabalhos de projeto, como em qualquer disciplina nuclear. Nunca como agora o fomento do espírito crítico me pareceu tão importante. Cidadãos conscientes precisam de ser pessoas informadas, curiosas.
    Visitações é um bom exemplo de como um projeto artístico que envolve os Clubes de Teatro nas escolas potencia as aprendizagens essenciais, incluindo professores de diversas disciplinas, para além do teatro, no contributo para um maior conhecimento do autor ou do tema de cada edição. Em 2025, foi a vez da vida e obra de Luís Vaz de Camões, mas já visitámos outros autores que constam dos programas curriculares, e tivemos como motes a Revolução e a Liberdade. Visitações assume-se como uma oportunidade incrível, ao proporcionar aos alunos que nele participam metodologias de aprendizagem diferentes das da sala de aula.
    Há um processo comum a todos os projetos com a comunidade escolar, seja no Visitações, nos Clubes de Teatro que se realizam ao longo do ano no Teatro Carlos Alberto, seja nas oficinas com crianças nas férias escolares. Passa pela construção de um projeto teatral a partir de propostas de temas ou de autores, com um grupo de pessoas de faixas etárias e vivências diversas. O trabalho inicial implica sempre perceber que pessoas compõem o grupo e encontrar processos de trabalho com que se identifiquem. Envolve a compreensão do que se passa connosco e à nossa volta, o que nos faz felizes e infelizes, como queremos expor o que sentimos ou construir a nossa personagem. É uma vantagem do teatro: expormo-nos só até onde queremos. O sentimento de liberdade é imenso. Podemos brincar ao faz de conta e, tal como as crianças nas suas brincadeiras, transformar o mundo naquilo que queremos que ele seja.
    É neste sentido que temos desenvolvido o trabalho do Centro Educativo desde a sua criação, em 2018. Vejo o teatro como um forte aliado das políticas educativas, mas também das sociais, de desenvolvimento das pessoas enquanto seres humanos livres, empáticos, ativos na construção de um mundo mais justo.
    Quando penso no fazer teatral, penso em tempo, em trabalho de grupo, em escuta, curiosidade, espírito crítico. E sublinho o tempo, sobretudo num presente acelerado, de resoluções à distância de um click. Tempo para aprender, para questionar, para errar e tentar de novo. Tempo para o teatro, tempo para a vida.

    Luísa Corte-Real

    Coordenadora do Centro Educativo
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