Saltar para conteudo Mapa do site

Presidente da República distingue TNSJ como Membro Honorário da Ordem do Mérito

Presidente da República distingue TNSJ como Membro Honorário da Ordem do Mérito
No dia em que o Teatro Nacional São João (TNSJ) festejou o Centenário da sua casa-mãe, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, agraciou a instituição com o título de Membro Honorário da Ordem do Mérito, pelo “trabalho invulgar” de “democratização da cultura” desempenhado por este “teatro-referência verdadeiramente nacional e de vocação universal”. Numa intervenção que precedeu o aguardado regresso de _Turismo Infinito_, o espetáculo de Ricardo Pais que fechou o primeiro dia das comemorações do Centenário do Teatro São João, o Presidente da República citou o insigne portuense Almeida Garrett para enunciar a missão primeira dos Teatros Nacionais: que sejam “uma escola de bom gosto”, que contribuam “para a civilização”. Responsabilidade que, considera, o TNSJ cumpre “com brio”, enquanto baluarte da “descentralização” e “democratização da cultura” em Portugal. Funcionando “como um teatro em rede”, isto é, integrado numa estrutura que também incorpora o Teatro Carlos Alberto e o Mosteiro de São Bento da Vitória, o TNSJ cuida das “várias dimensões do teatro nacional.” Por um lado, explicou, “a que diz respeito ao reportório”, mas por outro também a que está “atenta ao teatro que se faz agora”, não ignorando “a faceta educativa, a museológica, a editorial”, as parcerias com companhias da sua e de outras cidades, a dança, a música e “as novas linguagens” — um teatro aberto “ao país e ao mundo”. “Os responsáveis por este sucesso”, prosseguiu, foram “os conselhos de administração, os diretores artísticos, os funcionários, as equipas técnicas e artísticas, os encenadores e atores que conhecemos e admiramos – muitos dos quais revelados neste palco.” Nesse sentido, valorizou a intenção de constituir um “elenco residente”, “conquista que dará continuidade e solidez ao seu projeto artístico.” Ao longo de quase três décadas com estatuto de Teatro Nacional, sucessivas direções artísticas deram a conhecer “alguns dos espetáculos mais memoráveis do teatro contemporâneo em Portugal”, bem como “espetáculos de alguns dos maiores encenadores contemporâneos”. “Textos clássicos, reposições, estreias” – um caminho que, para Marcelo Rebelo de Sousa, fez do TNSJ um “teatro-referência, reconhecido no circuito internacional da União dos Teatros da Europa” e um dos cartões de visita do “Porto liberal e cosmopolita”. Evocando “as quatro figuras alegóricas” que decoram o Teatro São João – a Bondade, a Dor, o Ódio e o Amor –, “duas de sofrimento, duas mais suaves e inspiradoras”, o Presidente da República recordou as “emoções contraditórias” que definiram a história deste teatro, mas igualmente a capacidade de “vencer adversidades” ao longo de um século e de, “ambicioso e operoso”, tornar-se “um teatro verdadeiramente nacional e de vocação universal.” Também o programa de reabilitação a que o edifício vai ser submetido foi reconhecido como vital, “para que possa continuar por mais cem anos o esforço de civilização, modernidade e abertura, de que estas comemorações são um feliz exemplo.” E porque “uma data invulgar e um trabalho invulgar merecem uma distinção especial”, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que, com o apoio do primeiro-ministro, António Costa, igualmente presente na ocasião, conferia ao TNSJ o título de Membro Honorário da Ordem do Mérito, momento que mereceu o aplauso da sala cheia. De acordo com a Lei das Ordens Honoríficas Portuguesas, a Ordem do Mérito está reservada para “atos ou serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, que revelem abnegação em favor da colectividade.” O discurso do Presidente da República no Centenário do TNSJ pode ser recuperado [aqui](http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=175991) _ 7 de março 2020
Go Top

TOPO