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Leituras no Mosteiro
Leituras no Mosteiro Leituras no Mosteiro
Mosteiro São Bento da Vitória 16 Jan-20 Mar 2018
Centro de Documentação
ter 21:00

Começamos 2018 com vontade de colocar em movimento o grande – o mundo – no interior do mais pequeno – o palco de um teatro. Começamos com um chamamento. “Quem me chama / […] Quem me tira de mim e me dá vozes?”, pergunta o Mundo ao Autor, pergunta o Teatro a Deus, o encenador de tudo isto, no início de O Grande Teatro do Mundo (1635), de Pedro Calderón de la Barca, texto que inaugura mais um ano das Leituras no Mosteiro. O grande e o pequeno contêm-se e coincidem, “Todo o mundo é um palco”, dirá William Shakespeare, que em Hamlet inventou o pessimismo e inventou a melancolia, e de caminho gerou uma prole infecta de monstros. As Leituras no Mosteiro dão-nos a ler dois deles, desde logo, Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos (1966), de Tom Stoppard, que coloca duas personagens secundárias do drama de Shakespeare numa deriva existencialista a caminho de Elsinore, nome de um dos lugares onde o teatro mais se pensa a si mesmo. “Quem somos?”, perguntam-se Ros e Guil. “Eu era Hamlet”, parece responder-lhes Heiner Müller em A Máquina Hamlet (1977), texto curto e opaco, feito de citações, colagens, associações livres, imagens violentas e enigmáticas. Começa assim: “Eu era Hamlet. Estava de pé junto ao mar e falava com as ondas blá, blá, blá, atrás de mim, as ruínas da Europa.”

coordenação

Nuno M Cardoso, Paula Braga

organização

TNSJ

O grande e o pequeno

16 jan | O Grande Teatro do Mundo, de Pedro Calderón de la Barca

20 fev | Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard

20 mar | Hamlet, de William Shakespeare (excertos) + A Máquina Hamlet, de Heiner Müller