Excerto de “A oportunidade”. Diário de Notícias (12 Jan. 2008)....
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Teatro em grande. […] Um prodigioso texto de Fernando Pessoa magistralmente dirigido por Ricardo Pais. São momentos assim que nos enchem de orgulho em relação à cultura portuguesa, e de confiança nas suas potencialidades.
Manuel Maria Carrilho
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Excerto de “Pessoa em si”. Expresso (8 Dez. 2007)....
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Turismo Infinito não é um recital de poesia e, no entanto, revela em todo o seu esplendor a arte poética de Pessoa e seus heterónimos. Não se abre ao confronto entre personagens e, todavia, há um ritmo, uma tensão dramática, uma perturbadora eminência de conflito. Não se articula a partir de um enredo e, contudo, vivem-se ali múltiplos desencontros de personalidades. Não acontece nada ao longo daquela hora e meia de espectáculo e, no entanto, essa é uma das maiores mistificações do trabalho desenvolvido por Ricardo Pais, António M. Feijó e os actores. Porque, afinal, tudo acontece, e aquele nada aparente transforma-se numa inesquecível experiência estética.
Valdemar Cruz
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A cabeça viajante de Pessoa na mão hipnótica de Ricardo Pais. […]
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A cabeça viajante de Pessoa na mão hipnótica de Ricardo Pais. […] A sensação alienígena que o encenador explora, cirurgicamente, favorece a interiorização, por vezes hipnótica, daquilo que mais fez de Pessoa pessoa: a palavra. […] Pela forma como deposita a paixão poética, a sapiência teatral e a identidade artística ao serviço de um claríssimo desejo de comunicação, Ricardo Pais merece que o seu espectáculo seja elevado a exemplo de como se cativa público para o que todos consideramos serem as referências fundamentais da nossa cultura.
Excerto de “A cabeça viajante de Pessoa na mão hipnótica de Ricardo Pais”. Diário de Notícias (7 Dez. 2007).
Marcos Cruz
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