Descrição
Espetáculo cancelado. Consulte mais informações aqui.
O Teatro, nas palavras e na vida que Artaud nos legou, é “a peste, um açoite vingador, uma epidemia redentora”. Esta espécie de epígrafe assentaria que nem uma luva ao trabalho de Sergio Boris, um dos protagonistas maiores das últimas décadas do teatro argentino, um teatro que faz do ator um criador de universos poéticos e do espectador testemunha incómoda do mundo, tantas vezes sórdido. No singular cruzamento de universos de Artaud, um hospital psiquiátrico, metáfora dos muitos que somos e dos infinitos fantasmas que nos habitam, pode um dia transformar-se no simples parque de estacionamento de um centro cultural. Ser o lugar onde, numa manhã como qualquer outra, se decide arbitrariamente da vida de pessoas concretas, médicos e pacientes que um dia foram alguém neste pequeno mundo e agora são apenas estigma. Nesta alegoria da crise e do colapso de um sistema, o da saúde mental no mundo moderno, mas também, seguindo o pensamento de Artaud, o do teatro enquanto ditadura do texto, Sergio Boris interroga os meandros da loucura e da liberdade.
Créditos
encenação Sergio Boris
guarda-roupa Magda Banach desenho de luz Matías Sendón cenografia *Ariel Vaccaro desenho de som Carmen Baliero som Marcos Zoppi assistência de direção Adrián Silver assistência de produção Carolina André
interpretação Diego Cremonesi, Pablo De Nito, Elvira Onetto, Verónica Schneck, Rafael Solano
produção Jonathan Zak, Maxime Seugé (Argentina)
estreia Out2015 Centro Cultural San Martin (Buenos Aires) dur. aprox. 1:20 M/12 anos
Espetáculo em língua castelhana, legendado em português
Conversa pós-espetáculo 10 mai
