de Henrik Ibsen tradução Susana Janic encenação Nuno Cardoso versão cénica Nuno Cardoso, Manuel Tur cenografia F. Ribeiro desenho de luz José Álvaro Correia música e desenho de som João Oliveira figurinos TNSJ vídeo Luís Porto movimento Elisabete Magalhães assistência de encenação Manuel Tur com Afonso Santos, Joana Carvalho, João Melo, Maria Leite, Mário Santos, Rodrigo Santos produção Teatro Nacional São João

28 Abr — 23 Jun
Teatro Nacional D. Maria II
Espectros
de Henrik Ibsen
encenação Nuno Cardoso
Sinopse do evento
Filho pródigo, Osvald Alving regressa a casa dos pais com uma “infeção”, doença que engendra fantasmagorias. Na sua presença, adensam-se as sombras de um conjunto de “atitudes antiquadas e crenças mortas”, os “espectros” que envenenam o presente e hipotecam as possibilidades de futuro. Circunscritas a um lugar escuro de onde ninguém sai ou entra, as personagens de ** Espectros ** (1881), do dramaturgo norueguês **Henrik Ibsen**, vivem “com medo da luz”, inconformadas com o estrangulamento das suas vidas afetivas, ávidas de um impulso vital que as liberte de uma existência regida pelo conservadorismo e pela omnipresença do dinheiro. “Com Ibsen”, escreveu George Steiner, “a história do teatro começa de novo. Isto basta para fazer dele o mais importante dramaturgo desde Shakespeare e Racine.” O encenador **Nuno Cardoso** inscreve-o no repertório deste Teatro Nacional, num gesto programático que importa sublinhar. “Que herdamos nós?”, pergunta Helene Alving, mãe de Osvald. Herdamos uma força do passado, tão forte e persistente que continua a ecoar nos nossos “poucos e desalmados” dias.
Créditos
TOPO








