Teatro Carlos Alberto

José, o Pai

texto e encenação Elmano Sancho
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Loup Solitaire

José, o Pai

Descrição

As fic√ß√Ķes dram√°ticas sempre se interessaram pelas fam√≠lias infelizes, basta lembrar os √Ātridas. Talvez porque, parafraseando Tolstoi, as fam√≠lias felizes nada t√™m de particular, ao passo que cada fam√≠lia infeliz √© infeliz √† sua maneira. ‚ÄúCrise‚ÄĚ e ‚Äúincomunica√ß√£o‚ÄĚ s√£o palavras-chave para acedermos a Jos√©, o Pai, o √ļltimo cap√≠tulo (depois de Maria, a M√£e e de Jesus, o Filho) da trilogia A Sagrada Fam√≠lia, projeto de longo curso de Elmano Sancho. ‚ÄúH√° sempre uma viol√™ncia iminente na fam√≠lia‚ÄĚ, acredita o dramaturgo, ator e encenador. ‚ÄúPorque √© o espa√ßo mais √≠ntimo que temos, e com a intimidade vem o amor, mas tamb√©m a viol√™ncia.‚ÄĚ Jos√©, um ator velho e desempregado, renuncia ao papel de pai, v√≠tima de um mundo que exige novas formas de autoridade. Mas Jos√© ‚Äď para onde convergem as figuras de Deus Pai e do Diabo ‚Äď n√£o cede o seu lugar. Jos√©, o Pai coloca em tens√£o os arqu√©tipos da cultura patriarcal e as rela√ß√Ķes entre arte/performance e religi√£o/ritual.

Créditos

texto e encenação Elmano Sancho

cenografia Samantha Silva figurinos Ana Paula Rocha desenho de luz Pedro Nabais assistência de encenação Paulo Lage

interpretação Djucu Dabó, Jorge Pinto, Sílvia Filipe

coprodução Loup Solitaire, Teatro da Trindade, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Cine-Teatro Louletano, Teatro das Figuras, Teatro Nacional São João

estreia 26 Mai 2023 Casa das Artes de Vila Nova de Famalic√£o dur. aprox. 1:15 M/16 anos