Cadernos do Centenário

Como conferir lastro editorial às comemorações do Centenário? A uma pergunta com 100 anos de história respondemos com uma coleção de seis volumes temáticos. Ao mesmo tempo que põem em relevo este Monumento Nacional e o seu passado, os Cadernos do Centenário perspetivam a parte da história que continuamos hoje a escrever, a história do Teatro São João na sua versão Nacional. O projeto artístico iniciado em 1992 é revisitado, em chave memorialística, no Caderno inaugural, O Elogio do Espectador, compilação de 100 depoimentos sobre 100 espetáculos. Mas há mais dois volumes sob a influência deste número: fomos ao nosso acervo editorial resgatar 100 textos e selecionámos 100 objetos gráficos, palavras e imagens que contribuíram para a afirmação da nossa identidade. O edifício de Marques da Silva, monstro centenário sucessivamente intervencionado, ocupa o centro de um volume que vamos editar com o Instituto da Construção da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Damos ainda uma carta-branca ao geógrafo Álvaro Domingues para escrever um Caderno sobre o seu Teatro São João. O sexto e último Caderno dá-se ares de catálogo de uma exposição que revisita a história do edifício e dos seus usos, a sua relação com a cidade e a história do país. Memória, arquivo, balanço. Estes indisciplinados Cadernos do Centenário têm um enorme passado pela frente.

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7 de março de 2020