
21 — 30 Nov
Teatro Carlos Alberto
Os Nossos Dias Poucos e Desalmados
de Mark O’Rowe
encenação João Cardoso
encenação João Cardoso
Sinopse do evento
“Se eu falo nisso, as coisas entre nós mudam para sempre.” Entramos na idiossincrática “O’Rowelândia” pela sua penúltima peça, ** Os Nossos Dias Poucos e Desalmados ** (2014), numa encenação de **João Cardoso**. No percurso de **Mark O’Rowe**, este texto rompe um hiato de sete anos desde Terminus (2007), período em que o dramaturgo se dedicou a adaptações de Shakespeare e Ibsen e à escrita de argumentos para televisão e cinema. O monólogo como máquina de narração e rememoração, tão caro a O’Rowe nas peças anteriores, dá aqui lugar a uma simétrica e concatenada sucessão cronológica de seis cenas, igualmente distribuídas por dois atos, com um prólogo e um interlúdio. A potência da contracena e a cadência dos diálogos que as animam, curtos e naturalistas, sobrepostos ou truncados, é um dispositivo de desnudamento de um passado que consome as personagens. Em vez da torrente de palavras de outrora, a linguagem é agora quase ascética. É que há um segredo funesto a assombrar a família-protagonista de Os Nossos Dias Poucos e Desalmados , cujos contornos se desenham por detalhes, pausas, silêncios, como num puzzle . Com um lastro cinematográfico na forma como suspende cada cena, trabalha as elipses e os fundidos a negro, este drama familiar sobre a culpa, o sacrifício e o amor tem a claustrofobia de um thriller psicológico percorrido por uma tristeza palpável. “Porque é que não me amas?”
Créditos
de
Mark O’Rowe
tradução
Francisco Luís Parreira
encenação
João Cardoso
cenografia e figurinos
Sissa Afonso
desenho de luz
Nuno Meira, Filipe Pinheiro
desenho de som
Francisco Leal, António Bica
vídeo
Fernando Costa
interpretação
Ângela Marques, Catarina Gomes, Paulo Freixinho, Pedro Frias, Pedro Galiza
produção
TNSJ
dur. aprox. 2:10
M/14 anos
Reservas Grupos Escolares
TOPO





